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Certificações eliminam os pré-conceitos existentes em relação ao produto brasileiro, garantindo acesso a um mercado restrito

O setor sucroalcooleiro brasileiro fornece uma das formas mais limpas e renováveis de obtenção de energia elétrica, além de gerar a opção de combustível não fóssil – o etanol. Apesar da comprovada importância do setor sucroalcooleiro do Estado de São Paulo perante às questões ambientais, no que diz respeito à sustentabilidade ainda existem alguns questionamentos. Assim, para clarear o debate passaram a existir as certificações.

O setor vem se adequando ao mercado internacional pelo viés da sustentabilidade, que garante benefícios econômicos e portas abertas em fortes elos do mercado mundo afora. Apesar disso, pouco foi pensado e estudado para verificar a magnitude desses ganhos.

“É preciso ressaltar que se trata de um movimento recente no setor”, afirma Karina Guimarães Ferracioli, pesquisadora que desenvolveu, no mestrado em Economia Aplicada, na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ), o trabalho intitulado “O papel das certificações ambientais no setor sucroalcooleiro do Estado de São Paulo”.

Sob orientação do professor Pedro Valentim Marques, do Departamento de Economia, Administração e Sociologia (LES), o foco de estudos de Karina foi composto por grupos de usinas de grande, médio e pequeno porte (de acordo com sua capacidade de moagem de cana-de-açúcar), instituições representantes dos fornecedores de cana-de-açúcar e do setor do Estado de São Paulo, além do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A partir daí, foi realizado um estudo de caso dos elos sucroalcooleiros presentes no setor paulista com base em dados primários e secundários obtidos por meio de levantamento bibliográfico e também de questionários que avaliavam as percepções e tendências do setor quanto ao processo de certificação.

“Ao se certificarem, os elos do setor sucroalcooleiro brasileiro sinalizam o cumprimento das exigências estabelecidas para obtenção do referido selo, como o caso do BONSUCRO que atesta as boas práticas do setor desde a plantação até os produtos finais”, contou. O BONSUCRO é um modelo de certificado credenciado à SGS, empresa voltada para auditorias e certificações direcionadas aos aspectos da produção de cana-de-açúcar e das cadeias de suprimento.

Um dos benefícios ao produtor que certifica sua produção é a linha de crédito do BNDS. “Para que o setor sucroalcooleiro tenha acesso às linhas de crédito ofertadas pelo banco é necessário comprovação de que as diretrizes ambientais requeridas estão sendo seguidas”. Karina afirma que as normas para obtenção do selo são muito mais extensas e rigorosas do que as especificadas nas diretrizes do banco, o que garante que a certificação é o caminho mais rápido para acessar esse tipo de crédito.

Segundo a pesquisadora, o caminho para a sustentabilidade da produção canavieira se encontra nas certificações. “As certificações eliminam os pré-conceitos existentes em relação ao produto brasileiro, garantindo acesso a um mercado restrito”. Karina conclui que as certificações possibilitam o produtor atuar em um mercado com características não concorrenciais, podendo assim, influenciar diretamente no preço de seus produtos e obter maiores ganhos que seus concorrentes.

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Portal Dia de Campo

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