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AP é último estado do país reconhecido como área livre da aftosa, com vacinação

 Certificação de zona livre da doença foi assinada nesta terça-feira (5), em Macapá (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)Certificação de zona livre da doença foi assinada nesta terça-feira (5), em Macapá (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)

"O Brasil consegue, a partir de hoje, estar livre 100% da aftosa. Vamos já na sequência fazer com que o Amapá seja livre sem vacinação, e aí derruba-se todas as barreiras que hoje alguns países têm para exportação de carne bovina brasileira. O Amapá é o último estado reconhecido, mas é um dos primeiros que ficarão livre sem vacinação", comentou Maggi.

Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, reconheceu status livre do Amapá (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, reconheceu status livre do Amapá (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)

O termo é de certificação de área livre de febre aftosa, com vacinação, que continuará a ser feita nos próximos dois anos. Em maio de 2018, o reconhecimento deve ser feito internacionalmente através da Organização Mundial da Saúde (OMS). O passo seguinte é fazer com que o estado seja reconhecido sem a necessidade de vacinação até 2020 e, no restante do país, até 2023.

"Não se pode hoje pensar em comercializar no mercado um produto que não tenha certificação sanitária. Realmente vai impulsionar muito o Amapá nesse setor de produção de alimentos como proteína animal e os derivados do leite. Nosso rebanho de bubalinos é o segundo maior do país, mas tem uma qualidade genética bem melhor que dos outros estados. A luta agora é permanecer o status", descreveu o governador do Amapá, Waldez Góes.

De acordo com o diretor-presidente da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária (Diagro) e também presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Amapá, José Renato Ribeiro, o resultado foi obtido por conta de uma força tarefa do governo com órgãos do estado ligados à pecuária, agricultura e ao setor econômico.

“Primeiramente, isso é bom porque houve uma determinação do Estado em ter um controle muito grande do rebanho. Quando existe o controle rigoroso, há a segurança em mercado, confiabilidade, o que faz com que o estado possa já pensar em mercado de carne maior, aumentar produção de campo, isso repercute diretamente na economia do estado”, disse.

Técnicos da Diagro que acompanharam vacinações no Amapá posaram com certificado e Maggi na cerimônia (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)Técnicos da Diagro que acompanharam vacinações no Amapá posaram com certificado e Maggi na cerimônia (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)
Ribeiro reforça que mantém vistoria dos cerca de 340 mil animais, entre búfalos e bovinos, que fazem parte do rebanho amapaense. Com o novo status, a Diagro aposta que o Amapá possa atrair investidores para instalar plantas frigoríficas de grande e médio portes.

"Agora o estado pode exportar carne, porém hoje não tem um matadouro que atenda esse padrão de industrialização. Ele só pode chegar à exportação se tiver uma indústria que atenda às exigências sanitárias. Precisa, portanto, da iniciativa privada para um investimento como esse", comentou o diretor.

Em área livre com vacinação, a carne poderá ser exportada para o mercado interno e externo internacional. Entre os principais destinos está a Guiana Francesa, que já tem abastecimento de produtos de origem animal do estado.

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Por G1 AP, Macapá


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