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Medida tem objetivo de evitar prejuízos causados pelo mosaico dourado.
Emater avalia em R$ 15 milhões o valor das perdas na última safra de feijão.

A Emater estima em R$ 15 milhões o valor das perdas na última safra de feijão do Distrito Federal causadas pela incidência de uma doença chamada mosaico dourado. Para evitar prejuízos na próxima colheita, os agricultores estão proibidos de plantar as sementes.

Na fazenda Nova Aliança, em Planaltina, no Distrito Federal, estão preparados 521 hectares para o plantio do feijão. O produtor Helio Dalbello espera que a próxima safra seja bem melhor em relação à passada. Na época, a lavoura do vizinho estava infestada por uma praga. “Ela pulou a cerca e veio para o meu feijão. Aí contaminou todo o meu feijão e eu perdi”, diz Dalbello.

A mosca branca se alimenta da seiva da planta e transmite um vírus que causa a doença chamada mosaico dourado. Ela deixa as folhas amareladas e impede o desenvolvimento do feijão. Para evitar a doença, todos os agricultores do Distrito Federal estão proibidos de manter feijão plantado na propriedade. O chamado vazio sanitário, que começou no dia primeiro e termina no dia 20 de outubro, pode reduzir população de mosca branca contaminada pelo vírus do mosaico.

"Ele vai reduzir porque agora, neste período de primeiro a vinte de outubro, não há um meio de desenvolvimento, não há um meio de cultura da planta contaminada pelo mosaico dourado. Então, a mosca não vai se contaminar, não vai poder se alimentar da planta contaminada pelo vírus do mosaico dourado”, explica Lara Souza chefe de Sanidade Vegetal do Distrito Federal.

Os fiscais da Secretaria de Agricultura visitam as propriedades e já encontraram produtores que não respeitam a regra. “Os produtores foram notificados. Aqueles que não cumpriram estão sujeitos a serem autuados. A multa começa a partir de R$ 15 mil e pode atingir até R$ 50 mil. Em casos mais graves, ele pode ter até a destruição da lavoura”, alerta Adaílton Guimarães, fiscal da Secretaria de Agricultura do Distrito Federal.

O vazio sanitário para o feijão também foi estabelecido no noroeste de Minas Gerais, com o mesmo período do Distrito Federal.

Fonte

Revista Globo Rural

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