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Ministro da Agricultura confere avanços das pesquisas com mosca-da-carambola na Embrapa Amapá

Frutos hospedeiros da mosca-da-carambola no Amapá - Foto: Cristiane Ramos

Os avanços das pesquisas de apoio ao controle e erradicação à mosca-da-carambola (Bactrocera carambolae (Diptera: Tephritidae) no Brasil, praga quarentenária com ocorrências nos estados do Amapá e Roraima, serão conferidos in loco pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, durante visita à Embrapa Amapá nesta terça-feira, 5/12. No centro de pesquisas, localizado em Macapá (AP), o ministro conhecerá as instalações do prédio de Proteção de Plantas, onde funcionam o laboratório de entomologia (estudo dos insetos), a coleção de moscas-das-frutas, o laboratório de controle biológico e a sala de criação de inimigos naturais. Tecnologias usadas no controle químico e biológico de moscas-das-frutas, além de experimentos com novos atrativos também serão apresentados ao ministro da Agricultura.   

Os estudos liderados pela Embrapa Amapá atendem demandas do Programa Nacional de Erradicação da Mosca-da-Carambola (PNEMC), coordenado pelo Ministério da Agricultura com o objetivo de promover pesquisa para segurança biológica e defesa zoofitossanitária da agropecuária e produção florestal brasileira. Entre os resultados obtidos está a lista de hospedeiros da mosca-da-carambola no Brasil, que é atualizada constantemente por meio da coleta de frutos silvestres e cultivados no estado do Amapá. Já foram registradas 21 espécies vegetais hospedeiras: caju, manga, taperebá, biribá, ajuru, Licania sp., acerola, muruci, araçá-boi, pitanga, goiaba, goiaba-araçá, ameixa-roxa, jambo-vermelho, carambola, sapotilha (sapoti), abiu, cutiti, tangerina, laranja-da-terra e pimenta-de-cheiro

A mosca-da-carambola é uma praga quarentenária com presença restrita aos estados do Amapá e Roraima, sob controle oficial do Ministério da Agricultura. Originária do sudeste asiático é considerada espécie invasora no Brasil, Suriname, República da Guiana e Guiana Francesa. No Brasil, foi registrada em 1996 em Oiapoque, município do extremo norte do Amapá.

Possível prejuízo – O Ministério da Agricultura estima que, se a praga ficar fora de controle no Brasil, poderá gerar um prejuízo potencial de US$ 30,7 milhões no ano inicial e de cerca de US$ 92,4 milhões no terceiro ano de infestação. Todo o esforço da parceria entre Mapa,  Embrapa e a Diagro, é concentrado para prevenir a entrada da mosca-da-carambola em áreas do Brasil produtoras e exportadoras de frutas, evitando assim prejuízos em torno de R$ 400 milhões anuais, no caso de as exportações de manga, laranja e goiaba serem suspensas, por exemplo.

Apesar da importância dessa espécie para o agronegócio brasileiro, informações sobre a sua biologia e ecologia ainda estão sendo geradas, pois os estudos estavam concentrados nos hospedeiros. Diante disso, o projeto liderado pela Embrapa Amapá tem como objetivo elucidar os diferentes aspectos da biologia e dinâmica de populações de mosca-da-carambola no Brasil, para aperfeiçoar a técnicas de controle químico e biológico e assim sugerir formas de controle alternativos. Sua dispersão para outras regiões frutícolas nacionais poderá trazer sérias consequências não somente sob o ponto de vista econômico, como também ambiental, devido aos efeitos que as medidas de controle adotadas podem causar sobre os recursos naturais, organismos não-alvo e interações biológicas com espécies nativas.

A agenda do ministro Blairo Maggi em Macapá será iniciada no Sebrae, às 10 horas, onde participará com o governador Waldez Góes (PDT) de ações de incentivo à defesa agropecuária e da cerimônia de reconhecimento da Zona Livre de Febre Aftosa, com vacinação, no Estado do Amapá. Foram convidadas diversas autoridades, gestores e técnicos de instituições e empresas com atuação no segmento agropecuário do estado. 

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