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valto gabriel da silva
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Resultados do Programa de Prevenção e Controle da Ferrugem Asiática da Soja em 2008

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Informações do Perfil

Nome Completo
valto gabriel da silva
Formação (descrição breve de sua trajetória profissional)
Engenheiro Agronomo
Instituição na qual trabalha ou estuda
INDEA - MT
Categoria
Defesa Sanitária Vegetal
ARTIGO - Resultados do Programa de Prevenção e Controle da Ferrugem Asiática da Soja em 2008



Denise Niederauer/Seder

Antonio Marcos Rodrigues, engenheiro agrônomo do Indea-MT

O Estado de Mato Grosso é responsável por aproximadamente 31% de toda a soja produzida no Brasil. São mais de 17 milhões de toneladas somente no ano agrícola de 2008/2009, o que equivale a 62% de toda a produção da cultura na Região Centro-Oeste (Conab, 2009).

A Ferrugem Asiática da Soja é, nos dias atuais, a principal enfermidade da cultura, consumindo recursos da ordem de R$ 40,00 a R$ 50,00 por hectare, na última safra. Se estes dados forem transpostos para a realidade do Estado de Mato Grosso, significam aproximadamente R$ 288 milhões, convertidos em produtos agrotóxicos, mão-de-obra e equipamentos para aplicações específicas para o controle da doença (Conab, 2009).

A instituição do Vazio Sanitário da Cultura da Soja, em Mato Grosso, aconteceu por meio da Instrução Normativa N.º 01/2006 com efeitos gerados a partir do ano de 2007. Esta medida foi fundamentada no fato de que o agente causal da doença, o fungo Phakopsora pachyrhizi, um Basidiomiceto da Ordem Uredinales, é parasita obrigatório, ou seja, não sobrevive no ambiente sem um hospedeiro vivo que, neste caso, é a soja. Segundo Yorinori, a viabilidade do agente causal é perdida após um período de 59 dias sem a presença do hospedeiro, o que fundamenta o período de 15 de junho a 15 de setembro, escolhido em Mato Grosso por apresentar um ambiente extremamente seco e quente, além de integralizar 90 dias de restrição de cultivo a cultura da soja.

Desde a sua efetiva implantação, o Vazio Sanitário da Cultura da Soja tem obtido resultados positivos aos produtores, ao meio ambiente e ao cidadão mato-grossense. Desde a sua chegada em nosso estado, em 2003, a Ferrugem Asiática tem reduzido a renda do produtor, chegando-se ao ponto de inviabilizar a cultura, nos anos de 2005 e 2006, quando notou-se resultado negativo. Coincidentemente, após a implantação do Vazio inicia-se uma escalada rumo a recuperação da rentabilidade que, combinado com os altos preços obtidos no mercado internacional e os baixos estoques do produto, propiciaram uma recapitalização do setor, dando um novo fôlego aos componentes da cadeia produtiva da cultura da soja.

Efeito notado, da ação das medidas de controle governamentais é o ataque da doença na cultura, ter se concentrado em estágios de desenvolvimento mais avançados (R5), reduzindo o quantitativo de aplicações de produtos agrotóxicos e, consequentemente, o custo de produção. Em uma nova observação, no que se refere ao ataque tardio da doença, nota-se a baixa influência na redução da qualidade fisiológica e física dos grãos, aliado ainda à realização de um controle eficiente.

Outro fator observado, mas já como influência da redução do inóculo primário, por parte do Vazio Sanitário, é a concentração do ataque da doença nos meses de janeiro e fevereiro. Tal fato pode ser analisado como sendo consequência da baixa quantidade de inóculo presente no ambiente, necessitando, assim, de mais tempo para formação de material propagativo em quantidade suficiente para causar dano as plantas de soja, possibilitando um monitoramento mais eficiente e aplicação apenas nas primeira manchas com a doença, quando observadas.

Vistas as vantagens e virtudes do Vazio Sanitário para a cultura da soja, respeitar e apoiar esta medida é uma atitude inteligente em que os maiores beneficiários são os próprios produtores, os consumidores e o meio ambiente.

Ainda não foram consolidados os dados, mas informações obtidas na literatura apontam para uma redução, até o momento, para 2,5 aplicações de produtos agrotóxicos por ciclo da cultura, o que, comparado-se com os montantes efetuados no auge do problema, até 6 aplicações significa um avanço notável.

No ano de 2008 foram realizadas 2.791 visitas de fiscalização, sendo efetuadas 340 notificações e deste total, somente 76 culminaram na lavratura de autos de infração com imposição de multa. Isso torna evidente a adesão dos produtores de soja mato-grossenses ao vazio sanitário, uma vez que, do total de incursões realizadas, somente 2,7% culminaram na emissão de multas aos responsáveis pelas áreas de produção.

Espera-se que nesta ano de 2009, com o aumento da consciência do produtor, os resultados sejam melhores ainda.

*Antonio Marcos Rodrigues - Engenheiro Agrônomo, M.Sc.

ANTONIO MARCOS RODRIGUES
Indea-MT


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Às 21:14 em 25 outubro 2009, José de Oliveira Rodrigues disse...
Igualmente Valto Gabriel, o que tiver ao meu alcance, e tira teimas é so perguntar. Valeu, Abração.
Às 12:40 em 13 outubro 2009, Maria Elisabeth Rios de Resende disse...
Olá Valto, quem sabe vc entra no site do IMA - Instituto Mineiro de Agropecuária e encontra o que precisa sobre Sementes e Mudas?
abraços
Beth Rios
Coordenadoria de Educação Sanitária-IMA
 
 
 

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