Rede de Inovação Tecnológica para Defesa Agropecuária

Ministro destaca a abertura de novos mercados e a redução da burocracia nos processos

O ministro Blairo Maggi completa dois anos à frente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) neste sábado. Senador por Mato Grosso, ele assumiu o cargo em 12 de maio de 2016 "procurando dar uma nova roupagem ao ministério" e com dois focos: abertura de mercados e desburocratização do setor.

No primeiro ponto, em entrevista à NBR, ele destaca os encontros internacionais com possíveis parceiros comerciais e a abertura de exportações de carne suína para Coreia do Sul e África do Sul, frutas para o Japão e carne bovina para os Estados Unidos. "Ganhamos mercados internacionais significativos nos últimos anos". O Brasil hoje vende para 189 países e o bloco da União Europeia.

O mercado norte-americano, porém, se fechou para a proteína fresca brasileira em junho do ano passado por alegações de não conformações - sendo a presença de abscessos uma delas - nos produtos. Na Agrishow 2018, o ministro disse que uma nova missão técnica brasileira vai ao país em maio e que espera uma resolução até o fim do semestre. Já em novembro de 2017, a Rússia suspendeu as importações de carnes bovina e suína e ainda não reavaliou a decisão. As fases da Operação Carne Fraca também obrigaram o ministério a se movimentar rápido para evitar maiores embargos às carnes nacionais.

Em relação à redução da burocracia. Maggi afirma que cerca de 870 normas foram alteradas no Mapa, removendo entraves e criando canais diretos com os produtores. "Isso tem dado ao setor alívio de custos e rapidez no processo, tanto na importação quanto na exportação".

Para ele, o trabalho tem dado resultado no campo - "com a ajuda de São Pedro" no clima. "O Brasil teve a maior safra de grãos da história em 2016/2017. Estamos repetindo agora na 2017/2018 com só 1,3% a menos do que ano passado". Ele diz que o importante é que tanto o governo quanto o setor privado agora conhecem as regras, sabem entrar e sair dos processos e há financiamento a juros compatíveis na hora certa.

Importância do agro - Maggi reforça o papel do agronegócio na economia do país. "O PIB cresceu 1% ano passado e 70% desse crescimento veio da agropecuária". Além disso, os embarques do setor responderam por 44,1% do total de vendas externas do país. Na entrevista, ele também defende a política de exportações das commodities agrícolas, diferenciando-as das extrativistas. "Não é como o minério de ferro. Os grãos temos que plantar e colher todos os anos".

Para expandir ainda mais a produção e as exportações, o ministro ressalta a importância da integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) como um meio de atingir esses objetivos. "Vamos aumentar a área de produção sem diminuir a quantidade de bovinos que a gente tem e sem avançar sobre a Floresta Amazônica e outros biomas preservados", diz sobre as possibilidades que a tecnologia desenvolvida pela Embrapa traz em termos de rendimento e sustentabilidade. Neste último ponto, Maggi acredita que o país precisa mostrar mais que faz uma produção sustentável.

FONTE

Portal DBO

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